PORTUGUÊS FGV-ENTREVISTA FOLHA DIRIGIDA -MONICA MASSAD
Dentre os
tópicos do programa do edital, em qual os candidatos costumam oferecer mais
dificuldades?
Sem
dúvidas, os processos de reescritura de textos na forma de paráfrases
sintáticas e semânticas é um dos pontos mais complexos para os candidatos , na
medida em que requer um domínio dos processos sintático-semânticos na modalidade
redacional ,e não apenas de classificação de funções sintáticas ou de orações
coordenadas e subordinadas. Outro tópico que destaco são as questões de figuras
de linguagem e funções de linguagem que compõem o conteúdo de domínio
estilístico do texto.
- Que
dica de estudo você dá para quem tem dificuldade em cada um destes tópicos?
Um
roteiro seguro de estudos -com resultados eficazes para o candidato- é o de se
focar nos processos de paráfrases mais cobradas em provas da FGV: nominalização
de orações, verbalização de orações, desenvolvimento de orações, redução de
orações e transposição de voz ativa para passiva e vice-versa, com cuidado na
manutenção dos tempos verbais.É fundamental que o candidato se mantenha no que
está escrito e não adultere para mais ou para menos nada do que está
escrito,mas apenas traduza uma outra forma de falar a mesma coisa. Quanto aos
itens de estilística, sugiro refazer as provas da FGV com estas questões
,sobretudo as mais cobradas : a metáfora, metonímia, personificação, ironia,
elipse, zeugma, antítese, paradoxo
- O que o
candidato não pode deixar de estudar?
A prova
da FGV costuma apresentar exatamente o que está no programa do edital, ou seja,
tudo.Entretanto, o candidato deve estar atento à compreensão e interpretação de
textos, relações lógicas textuais, coesões referencial, lexical e sequencial,
pontuação e os itens mencionados acima, como as paráfrases e as figuras de
linguagem.
- Como a
FGV cobra as questões de Português?
As
questões são baseadas em Teoria da Argumentação e Teoria do Discurso.Não há
subjetividade, mas raciocínio lógico-analítico das construções da sintaxe e da
semântica, bem como no nível estilístico.A intertextualidade é uma
característica da banca FGV.
- Os
conteúdos dessa banca costumam ser muito abrangentes?
Não. Como
eu já disse, toda a prova tem um eixo na análise lógico-discursiva e na
estilística gramatical e sintática, com prevalência dos processos de
reescritura de frases.
- É uma
banca com surpresas e pegadinhas ou não?
Não. Se o
candidato se debruçar sobre o conteúdo programático e fizer as provas
anteriores para se acostumar com o estilo da banca, verá que não é um monstro,
embora eu reconheça que há provas bem difíceis no nível de cobrança desses
conteúdos.
- Achou
que o conteúdo programático estava difícil considerando que se trata de um
cargo de nível médio? Ou está tranquilo?
O perfil
da FGV costuma ser o mesmo tanto para nível médio como para nível superior.Ele
está relacionado ao que está sendo cobrado hoje pelos melhores colégios e
ensino médio do país em termos de ensino
da Língua Portuguesa.Não vou dizer que é tranquilo, pois exige um empenho de
raciocínio lógico do candidato nas questões da disciplina, mas para o candidato
dedicado, é uma prova honesta e previsível.
- Quais
desses tópicos acredita que têm mais chances de serem mais cobrados na prova,
considerando o perfil da FGV? Pode listar os principais?
Compreensão
e interpretação de textos, relações lógicas textuais, coesão e coerência, construção
de paráfrases sintáticas e semânticas, pontuação e figuras de linguagem são as
principais questões.
- Por
fim, que orientações gostaria de acrescentar?
Sugiro,
como afirmei anteriormente, o treinamento de provas anteriores, bem como duas
bibliografias de onde se pode extrair um bom desempenho na prova: Redação em
Construção, de Agostinho Dias Carneiro e Interpretação de Textos , de Renato
Aquino. Neste último, o candidato irá encontrar todas as formas de paráfrases
cobradas pela FGV e as questões de figuras de linguagem e mais de 800
exercícios de interpretação de textos. É excelente para as provas da FGV.
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