QUAL PERFIL DE CONCURSEIRO VOCÊ É NA LITERATURA?
POR:Monica Massad
MATÉRIA :QUAL PERFIL DE CONCURSEIRO VOCÊ É NA LITERATURA?
1-Quais as características de Riobaldo , Sérgio, Ulisses, Severino, Paulo Honório?
Riobaldo, personagem-narrador da obra do médico, diplomata e escritor Guimarães Rosa Grande Sertão: veredas - um homem em conflito com seu eu e sua circunstância no mundo. Após breve carreira como homem das Letras, professor de Português, decide abandoná-la para se lançar corajosamente na carreira do cangaço ( de jagunço a chefe do grupo) nas travessias pelas veredas do sertão mineiro . Riobaldo é um homem desértico, em busca de autoconhecimento e de estabilidade em um mundo de incertezas. Apresenta certa dificuldade de organizar seu pensamento em termos lógicos acerca de tempo e espaço, ainda que seja capaz de compreender e interpretar a sua história e narrá-la a um doutor.`Para Riobaldo “viver é muito perigoso”.
Sérgio- personagem narrador de obra realista-naturalista de Raul Pompeia, O Ateneu é um pré-adolescente que é conduzido pelo pai aos 11 de idade para o internato cujo nome dá origem ao título do livro. Trata-se de um jovem superprotegido, inexperiente, ingênuo, indefeso e despreparado para enfrentar a realidade hipócrita, competitiva , opressiva e hierarquizada do colégio para onde iria estudar. Entretanto, um grande desafio se dá em sua visão de mundo, após ouvir as palavras do pai à porta do internato: “Vais encontrar o mundo, vai para o Ateneu. Coragem para a luta”
Ulisses (também conhecido como Odisseu- personagem protagonista de A Odisseia , de Homero, é um herói modelar. Sábio, inteligente, estrategista, paciente, corajoso, determinado, maduro, equilibrado e autoconsciente de seus limites e de suas virtudes. Embora seja longa a “odisseia” de 10 anos até conseguir a sua meta de retornar a sua cidade chamada Ítaca após o fim da Guerra da Troia, ele jamais se rende diante das dificuldades. Na obra, Ulisses é descrito assim , pelo narrador-rapsodo
:” herói de mil estratagemas que tanto vagueou, depois de ter destruído a cidadela sagrada de Troia, que viu cidades e conheceu costumes de muitos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo regresso dos seus companheiros”.
Severino- personagem da obra do diplomata e poeta João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina é um retirante do sertão. Na verdade, ele é a figura metonímica de todos os” severinos “que largam a vida árdua e seca do sertão nordestino para tentar a vida no litoral de Pernambuco.Homem sofrido, em condições precárias e miseráveis de vida, sem emprego, sem futuro, sem oportunidades de trabalho.Um homem à beira do suicídio ao constatar que o mercado de trabalho na cidade não era muito diferente da realidade árida e desesperadora do sertão de onde migrou.Paradoxalmente, só os empregos ligados ao comércio da morte e dos funerais era lucrativo.
Paulo Honório- personagem protagonista da obra do escritor, jornalista e político Graciliano Ramos São Bernardo- de origem pobre, sem uma educação formal de qualidade, do tipo que faz qualquer negócio para conseguir ascensão social e econômica, é um homem direto, frio, sem adjetivos que decide narrar sua própria história porque percebe que a linguagem escrita nunca traduz o que a fala enuncia.Dessa forma, percebe a impossibilidade de reescrever literalmente o que o outro diz.A própria reflexão de Pedro Honório remete às discussões atuais sobre reescrituras de frases sem alteração de sentido: as chamadas paráfrases.
20 Quais as personalidades destes personagens se assemelham a dos atuais concurseiros?
Riobaldo – é o tipo de concurseiro que sai de sua profissão na empresa privada em busca de segurança e estabilidade no serviço público, ainda que isto signifique aventurar-se em outras áreas (ou veredas).Apesar de saber que o caminho da aprovação em concursos seja de início incerto, o que equivale a um deserto cheio de concorrentes para poucas vagas, e o desafio a ser percorrido de horas estudos, cursos preparatórios , planejamento (travessias) ser grande , ele se lança como um jagunço em busca de superação de si mesmo e de uma carreira que lhe traga estabilidade de vida.
Sérgio- é o concurseiro jovem ou inexperiente em concursos que vai ingressar nos cursos preparatórios sem muito foco no que deseja fazer em termos de concursos (tribunais, fiscais, bancos etc.).Espera sair o edital e entra em um curso qualquer com o pensamento ingênuo de que vai conquistar um cargo público com 1 mês de estudo. Ao adentrar no mundo dos concursos (Ateneu), entretanto, vê que a realidade é dura, a competição é grande, o esforço e a disciplina são quase exigências para se ter um resultado satisfatório.
Ulisses- é o concurseiro que sabe o que quer. Não se inscreve em qualquer coisa, não faz qualquer prova de qualquer nível e não estuda quando sai o edital. Ele define antecipadamente qual é a sua meta a ser atingida,o tipo de concurso , carreira e banca a que deseja dedicar seu tempo e sua vida. Sabe que a odisseia da aprovação em um concurso requer um certo tempo de estudo aprofundado, planejamento de horas que vai dispor para isso, investimento financeiro em cursos e livros, apostilas. Ele tem certeza de que vai passar porque tem uma estratégia de aprovação. Sabe que as derrotas fazem parte, os erros são inevitáveis, mas utiliza tudo a seu favor.Aprende com os erros, vence o cansaço, o medo , a ansiedade e chega ao tão desejado “lar em Ítaca”, ou seja, no cargo público que deseja.
Severino- basicamente representa grande parte dos brasileiros que procuram fazer concursos públicos.O motivo principal é o desemprego e a instabilidade quanto ao futuro. Em geral, vê no concurso público a única chance de mudar de uma vida desesperadora sem dinheiro, até para comer ,muitas vezes, para uma vida confortável e digna.Não tem dinheiro para investir em cursos e apostilas, mas tem pernas para caminhas pelo sertão dos concursos com escassos recursos e , apesar de tudo, vê que o cargo público é como a restituição à esperança e à vida depois de uma morte de seus sonhos nos diversos”nãos” recebidos nas intermináveis filas de emprego para ganhar um salário mínimo.
Paulo Honório- é o concurseiro que quer se dar bem e faz de tudo para isto, mesmo que faça dívidas em empréstimos, tenta colar na prova porque não estudou e até se envolve em casos lamentáveis de fraudes em concursos, como em recente caso de suspeitos de fraudar mais de 60 concursos no nordeste. Não é preciso dizer que tal conduta é inaceitável e que o concurseiro com tal pensamento não tem objetivos lícitos de atingir a vaga no concurso e no serviço público.
3. O concurseiro precisa abdicar de suas vontades, focar em seu objetivo, driblar as frustrações e perseverar até alcançar a sonhada aprovação. É possível associar algumas destas atitudes, com as dos personagens citados?
Sim. Este tipo de concurseiro é o que se identifica com Ulisses, o herói épico de A Odisseia de Homero.
4. Como os concurseiros que possuem o perfil destes personagens devem se comportar e/ou se planejar para as avaliações? (Se puder, cite o perfil e comportamento de cada um)
O tipo Riobaldo deve refletir bastante e avaliar se o desejo de mudar de área de trabalho é real ou apenas uma ilusão motivada pelas “conquistas de prestígio e estabilidade” em outra carreira em um concurso público; o tipo Sérgio precisa amadurecer seus objetivos, perceber que o mundo dos concursos não é tão simples e fácil e que aprovação requer dedicação, tempo , disciplina; o tipo Ulisses é o concurseiro pronto e que está no caminho certo da aprovação; e o tipo Paulo Honório deve tomar consciência de que honestidade e integridade constituem as bases sólidas não apenas para uma aprovação legítima em concursos, mas para a construção de um Brasil sem corrupção.
5. Quais bancas e/ou órgãos costumam cobrar questões desta disciplina? Para quais cargos?
Existem bancas como a IBFC que são clássicas em colocar textos literários em suas provas. Entretanto, quero enfatizar aqui o que sempre falo para meus alunos em meus cursos de Português e de Redação para concursos: a Cespe/Cebraspe e a FCC apresentam muitas provas com textos da literatura brasileira e da mundial. Na Cespe. Temos desde obras como a Montanha Mágica, de Thomas Mann na prova do TCU, de 2005 ; Isaú e Jacó ,de Machado de Assis ( Rio Branco), Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (TRT) até poema Romanceiro da Inconfidência , da Cecília Meireles( prova de 2012 de Agente da Polícia Federal), Os Sertões, de Euclides da Cunha (Receita Federal)
6. Quais os principais autores e filósofos que precisam ser estudados?
Alguns autores são fundamentais, como Machado de Assis e na Filosofia há provas, sobretudo para TJ, TRF,TRT com textos de Platão, Aristóteles Maquiavel, Thomas Hobbes, Descartes, Nietzsche, Shopenhauer e Montesquieu , Karl Marx e Freud. Todos estes estão , sobretudo , nas bancas FCC e Cespe/Cebraspe.
7. Quais as principais obras que costumam ser cobradas?
Como já disse anteriormente Admirável Mundo Novo , de Aldous Huxley está em diversas bancas e textos de Machado de Assis, dentre outros e para diversos cargos
8) Há alguma obra que os candidatos devem priorizar na hora de iniciar os estudos? Existe um texto ou livro que costumam cair com frequência e são comuns a todos os concursos?
Além dos já mencionados, eu sugiro um livro conceitual que ajudará bastante os candidatos a compreender os assuntos abordados em diversas bancas, principalmente ESAF, CESPE/ CEBRASPE e FCC. Este livro se chama Identidades culturais na Pós-modernidade, do Stuart Hall. Nele , o candidato vai encontrar questões presentes nestas provas como o tema da crise da representação, crise de identidade e fragmentação dos centros de poder na contemporaneidade.
9) De que forma geralmente são cobradas as questões?
Em geral, as questões são cobradas na parte de compreensão e interpretação de texto, mas podem acontecer casos, como já vi na Cespe de cobrarem colocação pronominal ou pontuação em um texto de Machado de Assis ou, ainda , questões de concordância nominal e função sintática (complemento verbal ) , como ocorreu na prova para Agente da Policia Federal de 2012.
10. ) Por que é importante estudar literatura para concursos públicos?
Há muitos motivos para se estudar literatura para concursos, mas eu destaco aqui a aquisição de vocabulário.Muitas provas pegam o candidato com palavras para ele desconhecidas em textos como os de Machado de Assis (CESPE) e Euclides da Cunha(ESAF). Muitas questões são difíceis para os candidatos por não dominarem o vocabulário utilizado por determinados autores.
11. Qual a relação dos candidatos com a literatura? Ela ainda é pouco estudada, apesar de merecer atenção especializada?
Sim. A literatura ainda é pouco estudada porque , na minha perspectiva, ainda existe uma ideia de que a memorização de regras e de artigos e conceitos é suficiente para se ter um bom resultado nas provas. Se assim o fosse, obras como O Processo , de Franz Kafka ou A condição Humana, da Pensadora Política , Hannah Arendt não seriam abordadas nos cursos de graduação em Direito, por exemplo nas universidades do país.
MATÉRIA :QUAL PERFIL DE CONCURSEIRO VOCÊ É NA LITERATURA?
1-Quais as características de Riobaldo , Sérgio, Ulisses, Severino, Paulo Honório?
Riobaldo, personagem-narrador da obra do médico, diplomata e escritor Guimarães Rosa Grande Sertão: veredas - um homem em conflito com seu eu e sua circunstância no mundo. Após breve carreira como homem das Letras, professor de Português, decide abandoná-la para se lançar corajosamente na carreira do cangaço ( de jagunço a chefe do grupo) nas travessias pelas veredas do sertão mineiro . Riobaldo é um homem desértico, em busca de autoconhecimento e de estabilidade em um mundo de incertezas. Apresenta certa dificuldade de organizar seu pensamento em termos lógicos acerca de tempo e espaço, ainda que seja capaz de compreender e interpretar a sua história e narrá-la a um doutor.`Para Riobaldo “viver é muito perigoso”.
Sérgio- personagem narrador de obra realista-naturalista de Raul Pompeia, O Ateneu é um pré-adolescente que é conduzido pelo pai aos 11 de idade para o internato cujo nome dá origem ao título do livro. Trata-se de um jovem superprotegido, inexperiente, ingênuo, indefeso e despreparado para enfrentar a realidade hipócrita, competitiva , opressiva e hierarquizada do colégio para onde iria estudar. Entretanto, um grande desafio se dá em sua visão de mundo, após ouvir as palavras do pai à porta do internato: “Vais encontrar o mundo, vai para o Ateneu. Coragem para a luta”
Ulisses (também conhecido como Odisseu- personagem protagonista de A Odisseia , de Homero, é um herói modelar. Sábio, inteligente, estrategista, paciente, corajoso, determinado, maduro, equilibrado e autoconsciente de seus limites e de suas virtudes. Embora seja longa a “odisseia” de 10 anos até conseguir a sua meta de retornar a sua cidade chamada Ítaca após o fim da Guerra da Troia, ele jamais se rende diante das dificuldades. Na obra, Ulisses é descrito assim , pelo narrador-rapsodo
:” herói de mil estratagemas que tanto vagueou, depois de ter destruído a cidadela sagrada de Troia, que viu cidades e conheceu costumes de muitos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo regresso dos seus companheiros”.
Severino- personagem da obra do diplomata e poeta João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina é um retirante do sertão. Na verdade, ele é a figura metonímica de todos os” severinos “que largam a vida árdua e seca do sertão nordestino para tentar a vida no litoral de Pernambuco.Homem sofrido, em condições precárias e miseráveis de vida, sem emprego, sem futuro, sem oportunidades de trabalho.Um homem à beira do suicídio ao constatar que o mercado de trabalho na cidade não era muito diferente da realidade árida e desesperadora do sertão de onde migrou.Paradoxalmente, só os empregos ligados ao comércio da morte e dos funerais era lucrativo.
Paulo Honório- personagem protagonista da obra do escritor, jornalista e político Graciliano Ramos São Bernardo- de origem pobre, sem uma educação formal de qualidade, do tipo que faz qualquer negócio para conseguir ascensão social e econômica, é um homem direto, frio, sem adjetivos que decide narrar sua própria história porque percebe que a linguagem escrita nunca traduz o que a fala enuncia.Dessa forma, percebe a impossibilidade de reescrever literalmente o que o outro diz.A própria reflexão de Pedro Honório remete às discussões atuais sobre reescrituras de frases sem alteração de sentido: as chamadas paráfrases.
20 Quais as personalidades destes personagens se assemelham a dos atuais concurseiros?
Riobaldo – é o tipo de concurseiro que sai de sua profissão na empresa privada em busca de segurança e estabilidade no serviço público, ainda que isto signifique aventurar-se em outras áreas (ou veredas).Apesar de saber que o caminho da aprovação em concursos seja de início incerto, o que equivale a um deserto cheio de concorrentes para poucas vagas, e o desafio a ser percorrido de horas estudos, cursos preparatórios , planejamento (travessias) ser grande , ele se lança como um jagunço em busca de superação de si mesmo e de uma carreira que lhe traga estabilidade de vida.
Sérgio- é o concurseiro jovem ou inexperiente em concursos que vai ingressar nos cursos preparatórios sem muito foco no que deseja fazer em termos de concursos (tribunais, fiscais, bancos etc.).Espera sair o edital e entra em um curso qualquer com o pensamento ingênuo de que vai conquistar um cargo público com 1 mês de estudo. Ao adentrar no mundo dos concursos (Ateneu), entretanto, vê que a realidade é dura, a competição é grande, o esforço e a disciplina são quase exigências para se ter um resultado satisfatório.
Ulisses- é o concurseiro que sabe o que quer. Não se inscreve em qualquer coisa, não faz qualquer prova de qualquer nível e não estuda quando sai o edital. Ele define antecipadamente qual é a sua meta a ser atingida,o tipo de concurso , carreira e banca a que deseja dedicar seu tempo e sua vida. Sabe que a odisseia da aprovação em um concurso requer um certo tempo de estudo aprofundado, planejamento de horas que vai dispor para isso, investimento financeiro em cursos e livros, apostilas. Ele tem certeza de que vai passar porque tem uma estratégia de aprovação. Sabe que as derrotas fazem parte, os erros são inevitáveis, mas utiliza tudo a seu favor.Aprende com os erros, vence o cansaço, o medo , a ansiedade e chega ao tão desejado “lar em Ítaca”, ou seja, no cargo público que deseja.
Severino- basicamente representa grande parte dos brasileiros que procuram fazer concursos públicos.O motivo principal é o desemprego e a instabilidade quanto ao futuro. Em geral, vê no concurso público a única chance de mudar de uma vida desesperadora sem dinheiro, até para comer ,muitas vezes, para uma vida confortável e digna.Não tem dinheiro para investir em cursos e apostilas, mas tem pernas para caminhas pelo sertão dos concursos com escassos recursos e , apesar de tudo, vê que o cargo público é como a restituição à esperança e à vida depois de uma morte de seus sonhos nos diversos”nãos” recebidos nas intermináveis filas de emprego para ganhar um salário mínimo.
Paulo Honório- é o concurseiro que quer se dar bem e faz de tudo para isto, mesmo que faça dívidas em empréstimos, tenta colar na prova porque não estudou e até se envolve em casos lamentáveis de fraudes em concursos, como em recente caso de suspeitos de fraudar mais de 60 concursos no nordeste. Não é preciso dizer que tal conduta é inaceitável e que o concurseiro com tal pensamento não tem objetivos lícitos de atingir a vaga no concurso e no serviço público.
3. O concurseiro precisa abdicar de suas vontades, focar em seu objetivo, driblar as frustrações e perseverar até alcançar a sonhada aprovação. É possível associar algumas destas atitudes, com as dos personagens citados?
Sim. Este tipo de concurseiro é o que se identifica com Ulisses, o herói épico de A Odisseia de Homero.
4. Como os concurseiros que possuem o perfil destes personagens devem se comportar e/ou se planejar para as avaliações? (Se puder, cite o perfil e comportamento de cada um)
O tipo Riobaldo deve refletir bastante e avaliar se o desejo de mudar de área de trabalho é real ou apenas uma ilusão motivada pelas “conquistas de prestígio e estabilidade” em outra carreira em um concurso público; o tipo Sérgio precisa amadurecer seus objetivos, perceber que o mundo dos concursos não é tão simples e fácil e que aprovação requer dedicação, tempo , disciplina; o tipo Ulisses é o concurseiro pronto e que está no caminho certo da aprovação; e o tipo Paulo Honório deve tomar consciência de que honestidade e integridade constituem as bases sólidas não apenas para uma aprovação legítima em concursos, mas para a construção de um Brasil sem corrupção.
5. Quais bancas e/ou órgãos costumam cobrar questões desta disciplina? Para quais cargos?
Existem bancas como a IBFC que são clássicas em colocar textos literários em suas provas. Entretanto, quero enfatizar aqui o que sempre falo para meus alunos em meus cursos de Português e de Redação para concursos: a Cespe/Cebraspe e a FCC apresentam muitas provas com textos da literatura brasileira e da mundial. Na Cespe. Temos desde obras como a Montanha Mágica, de Thomas Mann na prova do TCU, de 2005 ; Isaú e Jacó ,de Machado de Assis ( Rio Branco), Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (TRT) até poema Romanceiro da Inconfidência , da Cecília Meireles( prova de 2012 de Agente da Polícia Federal), Os Sertões, de Euclides da Cunha (Receita Federal)
6. Quais os principais autores e filósofos que precisam ser estudados?
Alguns autores são fundamentais, como Machado de Assis e na Filosofia há provas, sobretudo para TJ, TRF,TRT com textos de Platão, Aristóteles Maquiavel, Thomas Hobbes, Descartes, Nietzsche, Shopenhauer e Montesquieu , Karl Marx e Freud. Todos estes estão , sobretudo , nas bancas FCC e Cespe/Cebraspe.
7. Quais as principais obras que costumam ser cobradas?
Como já disse anteriormente Admirável Mundo Novo , de Aldous Huxley está em diversas bancas e textos de Machado de Assis, dentre outros e para diversos cargos
8) Há alguma obra que os candidatos devem priorizar na hora de iniciar os estudos? Existe um texto ou livro que costumam cair com frequência e são comuns a todos os concursos?
Além dos já mencionados, eu sugiro um livro conceitual que ajudará bastante os candidatos a compreender os assuntos abordados em diversas bancas, principalmente ESAF, CESPE/ CEBRASPE e FCC. Este livro se chama Identidades culturais na Pós-modernidade, do Stuart Hall. Nele , o candidato vai encontrar questões presentes nestas provas como o tema da crise da representação, crise de identidade e fragmentação dos centros de poder na contemporaneidade.
9) De que forma geralmente são cobradas as questões?
Em geral, as questões são cobradas na parte de compreensão e interpretação de texto, mas podem acontecer casos, como já vi na Cespe de cobrarem colocação pronominal ou pontuação em um texto de Machado de Assis ou, ainda , questões de concordância nominal e função sintática (complemento verbal ) , como ocorreu na prova para Agente da Policia Federal de 2012.
10. ) Por que é importante estudar literatura para concursos públicos?
Há muitos motivos para se estudar literatura para concursos, mas eu destaco aqui a aquisição de vocabulário.Muitas provas pegam o candidato com palavras para ele desconhecidas em textos como os de Machado de Assis (CESPE) e Euclides da Cunha(ESAF). Muitas questões são difíceis para os candidatos por não dominarem o vocabulário utilizado por determinados autores.
11. Qual a relação dos candidatos com a literatura? Ela ainda é pouco estudada, apesar de merecer atenção especializada?
Sim. A literatura ainda é pouco estudada porque , na minha perspectiva, ainda existe uma ideia de que a memorização de regras e de artigos e conceitos é suficiente para se ter um bom resultado nas provas. Se assim o fosse, obras como O Processo , de Franz Kafka ou A condição Humana, da Pensadora Política , Hannah Arendt não seriam abordadas nos cursos de graduação em Direito, por exemplo nas universidades do país.
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